19/12/2005
hoje, quando enxerguei a palavra do teu nome no papel-jornal, você descia pelas minhas veias. todos os dias tenho relido aquele texto. procuro nas palavras alguma coisa mágica, que nem mesmo eu, autor, tenha captado. alguma mensagem subliminar que me escapou, oculta entre as mensagens claras que te mandei. o festival de obviedades do amor. mas uma coisa nova há, uma palavra nova. um trocadilho, que qualquer sujeito esperto já terá notado e feito muito antes de mim. não sou esperto, não há espertezas no meu amor. há o peito aberto, a palavra clara, o desejo manifesto sem rodeios. vem comigo. e eu te darei uma vida de miséria apaixonada. pois agora, depois de tanto reler, entendo tudo. e eis em que acredito: uma palavra mágica vai levantar-se de dentro da mensagem que te mandei e furar os teus olhos e te cegar de amor por mim.
Publicado em 05 de novembro de 2007 às 00:48 por zero